Vício em jogos classificado como um condição de saúde mental pela OMS.
Os rapazes estão mais propensos a gastar o tempo em jogos do que as meninas, de acordo com um estudo da Universidade de Oxford.
Os rapazes estão mais propensos a gastar o tempo em jogos do que as meninas, de acordo com um estudo da Universidade de Oxford.

Créditos do fotógrafo Reprodução

Redação Por Redação 07/06/2018
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Pela primeira vez, o vício em jogos passará a ser listado como condição de saúde mental pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID) vai incluir a condição de “distúrbio de jogo”.

Aqui descreve-o como um padrão de comportamento de jogo persistente / recorrente tão grave que leva à precedência sobre outros interesses. 

Em alguns países, o vício do jogo é identificado como um problema de saúde pública com consequências psíquicas e até físicas (sedentarismo e obesidade). No Reino Unido, por exemplo, já existem clínicas de dependência para tratar essa condição. 

Esta nova versão da CID sugere que o comportamento anormal do jogo deve estar em evidência durante um período não menos inferior a 12 meses. No entanto esse período poderá ser encurtado no caso dos sintomas apresentados forem graves. 

Vício em jogos

O vício em jogos apresenta uma série de sintomas, entre os quais se destacam: 

·      Maior prioridade dada aos jogos

·      Controlo abusivo sobre o jogo (frequência, intensidade e duração)

·      Continuação ou aumento da prática do nº de jogos apesar das consequências negativas

 

O principal especialista em dependência no Hospital Nightingale de Londres, Dr. Richard Graham, congratulou a decisão de reconhecer a condição. De acordo com ele, é importante porque dá a oportunidade de criação e tratamento em serviços mais especializados. 

Afirmou ainda que assiste a aproximadamente 50 novos casos de dependência digital por ano, e os seus critérios de avaliação são baseados no facto de a atividade estar a afetar outras atividades básicas, como comer, dormir, ou socializar. 

Muitos psiquiatra seguem o Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, cuja última edição foi publicada em 2013,

O distúrbio de jogos na internet encontra-se listado como uma condição para um estudo mais aprofundado, não sendo oficialmente reconhecido. 

Na Coreia do Norte o governo introduziu uma lei em que proíbe o acesso de menores a 16 anos a jogos online entre a meia-noite e as 6 da manhã. 

No Japão os jogadores estão a ser alertados quando gastam mais de uma determinada quantidade de tempo mensal em jogos. Já na China, o Tencent limitou as horas que crianças podem passar nos seus jogos mais populares. 

Um estudo da Universidade de Oxford sugeriu que as crianças conseguem conjugar melhor os passatempos digitais com as atividades normais da vida diária. 

Esse mesmo estudo, usando uma amostra de crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos, chegou à conclusão que os rapazes passam mais tempo em vídeo jogos do que as raparigas

Killian Mullan, pesquisador, afirmou que as pessoas pensam que as crianças são viciadas em tecnologia por passar muito tempo na frente dos ecrãs, com exclusão de outras atividades. No entanto, sabe-se hoje que não é esse o caso. 

As descobertas mostraram que a tecnologia está a ser usada como suporte para outras atividades, não as excluindo. 

Segundo ele “Tal como os adultos, as crianças usam a tecnologia digital ao longo do dia enquanto fazem outras coisas”

 

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