Viver com o vírus da sida não mata. O que mata é o preconceito!
Um dia após se assinalar o Dia Mundial da Luta contra a Sida, alertamos para os problemas e estereótipos associados à doença.
Um dia após se assinalar o Dia Mundial da Luta contra a Sida, alertamos para os problemas e estereótipos associados à doença.
Redação Por Redação 02/12/2017
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Embora muitos populares acreditem que ser portador do vírus da Sida é fatal, o certo é que essa ideia não passa de um mito. Hoje em dia, viver com o VIH não é sinónimo de sentença de morte. Embora seja a doença que mais mata.

Ser portador desta doença não impede relações sociais nem amorosas. Um caso que comprova tal facto é o de Emanuel Caires que, à conversa com o jornal Público, relatou o seu caso de vida com o objetivo de alertar para os preconceitos associados ao vírus da Sida.

“Estava numa relação estável havia seis meses. No início, usavam preservativo, falaram de fazer os testes de despistagem, mas depois descuraram a proteção. O outro rapaz era portador de VIH e não sabia, um dos traiçoeiros efeitos de uma doença que pode permanecer assintomática durante dez anos. Eles acreditaram na palavra um do outro. ‘Fomos os dois responsáveis, não há culpados, não existe o infetado e o infetante’, ressalva Emanuel. ‘Essa questão é estigmatizante e é a base do preconceito’. Um retrato comum a grande parte das transmissões, como sublinha o médico Diogo Medina, responsável técnico do CheckpointLX. ‘A maioria das infeções acontece em relações e não em pessoas solteiras. Tem a ver com uma sensação de confiança.”

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